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8月30日

Melhorias Windows Vista (por Laerte H. Costa, 2006)


Aqui está um pequeno artigo sobre o Windows Vista, o novo Windows que a Microsoft pretende lançar agora no inicio do ano de 2007, lembrando que a Microsoft atrasou por duas vezes o lançamento, então não será novidade se eles atrasarem novamente e nesse artigo vou dar uma pequena detalhada no Windows Vista e suas novas funcionalidades.

Bom a Microsoft, com o lançamento do Windows Vista diz que vai revolucionar o mundo da informática, na minha opinião vai mesmo, já vi várias apresentações dele e está show de bola e as melhorias vem desde a aparência com o novo Windows Presentantion Foundation até na parte de segurança que está sendo o foco da Microsoft em todos os seus produtos.

Como disse a Microsoft ela quer revolucionar o mundo da informática, mas para isso ela precisa evoluir seus componentes e para isso o Windows Vista vai ter uma nova "base" que é chamada de WinFX que consiste em 3 pilares:

Windows Comunication Foundation - É a nova forma com que o Windows se comunicará com o restante do mundo, de uma forma mais ágil e segura.

Windows Presentation Foundation - É a maior aposta da Microsoft para esse Windows, com essa nova base, recursos que antes eram ditos como "impossíveis" poderão ser feitos, principalmente com a plataforma AERO.

Windows Workflow Foundation - Bom essa base é mais voltada para desenvolvedores, não vou entrar muito em detalhes, mas a grande ajuda dessa base é que serviços poderão ser seqüenciais, tendo uma melhoria na performance dos programas.

Plataforma Aero

A plataforma Aero como disse é a evolução de tudo que fosse esperado antes, esqueçam os conceitos de botões inanimados, coisas somente no 2D e essas coisas que deixam um site um pouco "morto", com o Aero, poderemos ver efeitos 3D incríveis, o Windows terá uma aparência de um jogo do mundo atual, vai ser a migração de um fusca para uma BMW, fazendo uma comparação a grosso modo em que todos entendam e tudo isso graças as novas placas de vídeo que possuem um poder inexplorável que só agora os sistemas operacionais poderão usar melhor.

Melhorias por causa da Plataforma Aero

Bom vou começar a citar aqui algumas melhorias no visual em por causa da Plataforma Aero:

Miniaturas ativas na barra de tarefas

Você antes imaginava em ver o conteúdo de um programa aberto, só passando o mouse por cima do programa que fica na barra de tarefas? Então pode imaginar, porque a partir do Windows Vista integrado com a plataforma AERO, você poderá ver o conteúdo daquela janela sem precisar maximizá-la, passando somente o mouse por cima do aplicativo.

Windows Flip e Windows Flip 3D

Bom para vocês terem uma pequena noção de quão poderosa é essa nova plataforma, até o famoso Alt + Tab, ganhou uma remodelagem fora do comum, com os efeitos Windows Flip e Windows Flip 3D, agora assim como na barra de tarefas você poderá ver o conteúdo da janela no Alt + tab, e ainda em 2 jeitos no Windows Flip em que você verá o conteúdo dos aplicativos um do lado do outro e a grande novidade ver as janelas abertas através do Windows flip 3D, em que elas ganham um novo jeito de aparecer e com efeitos fora do comum, literalmente em efeito 3D

Esses são os 3 pilares que segurarão o Windows Vista e que trarão um enorme beneficio aos usuários

Segurança no Windows Vista

Bom um dos grandes focos da Microsoft como disse acima é a segurança, já que muitos tem o Windows inseguro e para isso ela está implementando vários recursos, em que vou abordar somente 2: Windows Defender e Contas de usuários

Contas de usuários

Um dos grandes problemas da Microsoft tinha em seu Windows anteriores era que as pessoas tinham o privilégio de administradores do PC e com isso se uma pessoa conseguisse acesso a esse computador, teriam plenos controles sobre o PC da vitima, pensando nisso, o Windows Vista terá 2 usuários, o usuário administrador e um usuário comum, sem privilégios, uma grande vantagem, mas você deve estar se perguntando: "se eu vou ter 2 contas de usuários toda vez que eu ter que instalar um programa ou mexer nas configurações do meu PC, eu vou ter que efetuar logoff e logar com a conta de administrador?" a resposta é não. A Microsoft pensando nesse possível problema, pensou em uma maneira prática e rápida, toda vez que você tiver que mexer em alguma coisa que requer privilégios de administrador, o Windows apresentará uma tela em que ele dirá "isso requer um privilégio de administrador, tem certeza que quer executá-lo?" se caso queira, ele te pedirá o seu usuário e senha da conta administrador se caso contrário, bloqueará essa execução, uma grande vantagem já que hackers e pragas virtuais vão ter mais trabalho para poder faze rum estrago maior em seu pc, já que você estará logado com a sua conta de usuário sem privilégios.

Windows Defender

Bom o Windows Defender é para quem conhecia o antigo anti-spyware da Microsoft, mas com recursos melhorados e muito mais eficaz e será embutido junto com o Windows Vista, resumindo você terá um ANTI-SPYWARE <--- isso significa que você ainda estará vulnerável a vírus, que te trará uma melhor segurança e confiabilidade, fora que o Windows defender e de fácil manejo e atualização e o mais importante, não consome muitos recursos da máquina, é um software bastante leve.

Bom como vocês podem ver o Windows Vista vem com recursos bastante interessantes e olha que eu nem citei todos, pq são muitos, mas muitos mesmo, um exemplo e o novo Internet Explorer e a melhoria na organização dos arquivos e por buscas, então esperem e aguardem que o Windows Vista chegará em 11 versões que são:

Windows Vista Starter
Windows Vista Home Basic
Windows Vista Home Premium
Windows Vista, Business
Windows Vista Enterprise
Windows Vista Ultimate

Você deve estar se perguntando, eu disse que são 11 versões e só listei 6 é que todas as versões exceto a starter tem tanto versões para 32 bits e 64 bits, então 5 versões sendo uma versão para plataforma 32 e uma versão para 64 bits, totalizam 10 e somente a versão Starter é que possui somente versão para 32 bits, totalizando 11 versões.

Requisitos mínimos

Agora vem a parte chata, os requisitos minimos que o Windows vista precisa para rodar:
Um processador com no mínimo 800MHz.
512 MB de memória do sistema.
Processador gráfico (GPU) compatível com DirectX9.

Configuração recomendada:

Processador com 1 GHz ou mais, 32 bits (x86) ou 64 bits (x64).
1 GB de memória do sistema.
GPU compatível com Windows Aero*.
128 MB de memória gráfica.
40 GB de capacidade de armazenamento em disco rígido com 15 GB de espaço livre.
Unidade de DVD-ROM (externa ou interna).
Recurso de saída de áudio.
Recurso de acesso à Internet.

Requisitos do Windows Aero:

Processador gráfico classe DirectX9 que ofereça suporte a:
Driver WDDM.
Pixel Shader 2.0 em hardware.
32 bits por pixel.
Memória gráfica adequada.
64 MB de memória gráfica para suporte a um único monitor com menos de 1.310.720 pixels
128 MB de memória gráfica para suporte a um único monitor com resoluções de 1.310.720 a 2.304.000 pixels
256 MB de memória gráfica para suporte a um único monitor com resoluções maiores que 2.304.000 pixels

Bom coloquei só algumas melhorias que eu acho as melhores, breve colocarei as outras novidades e os recursos mais avançados.

Crônica de uma paixão digital (New York Magazine, 1993)

O jornalista Eric Pooley conta como foi
 seduzido pelo novo mundo dos computadores
 e se tornou mais um usuário apaixonado

 
                De algum lugar nas profundezas do meu computador, Groucho Marx insiste em me chamar de banana - "Só um momento, banana", diz ele -, e isso não seria tão perturbador se eu não aumentasse a suspeita, cada vez mais forte, de que Groucho está certo. Em meu escritório doméstico, tento decidir que tipo de letra usarei para escrever este artigo (Times New Roman? Century Gothic? Talvez Madrone, que o catálogo de fontes descreve como grande e bold, com um toque de Velho Oeste). O tipo que eu indicar aparecerá, no tamanho que eu escolher. Ao meu lado, impõe-se, poderoso, o meu Tri-Star 486DX2/66VL, um dos micro computadores mais rápidos do mercado, uma máquina com mais memória e poder de processamento que um armazém cheio de mainframes IBM.

                Dentro do Tri-Star, uma placa gráfica de 24 bits envia imagens fotorrealistas para a tela. Uma placa de som estéreo e alto-falantes externos permitem que meu computador fale comigo, e uma placa fax/modem,  interna,  possibilita-lhe  conversar com os outros, também. Um scanner de mão me garante a cópia fiel de texto e imagens na memória, e um drive de CD-ROM transforma meu equipamento - que comprei pelo correio, por algo em torno de 5.000 dólares - em um micro multimídia, a mais nova expressão vocabular da indústria da informática. Convém esclarecer aos não-iniciados que CD-ROM é um CD player que, além de sons, trabalha com texto e imagens. Graças a essa aquisição, minha filha controla a seu bel-prazer livros de histórias animadas para computador e minha mulher, consultora de tecnologia para a educação, entra em contacto com os últimos lançamentos de sua área. Eu, de meu lado, posso percorrer livremente enciclopédias inteiras .

                Só que não trabalho. Não tenho mais tempo para trabalhar. Não executei uma tarefa sequer desde a chegada dessa máquina, supostamente destinada a aumentar minha produtividade, seis meses atrás. Os resultados de uma pesquisa indicam que os americanos que usam computadores pesadamente perdem 5,1 horas por semana configurando sua máquina. Ou seja: 25 milhões de pessoas desperdiçam 6 bilhões de horas por ano.

                Nem sempre fui um idiota computadorizado. Na verdade, até poucos meses antes, estava bem contente com meu Leading Edge Modelo D, um clone sul-coreano de 1985 com uma tela âmbar que tremia um pouco e um raquítico disco rígido. Ficava em um canto do meu apartamento e dava conta do trabalho de uma máquina de escrever, poupando-me do cansaço de digitar. Era tudo de que eu precisava. Mas os tremores do meu monitor tornaram-se cada vez mais frequentes e ganharam a aparência de pequenos terremotos. Passei a ter dores de cabeça e acabei pedindo a meu irmão alguns conselhos sobre uma nova máquina a comprar. Estava esperando uma resposta simples, como a indicação de uma marca. Compaq, por exemplo. Já sabia que tudo que teria de fazer seria me dirigir a uma loja e levar o equipamento para casa. Mas Chris me respondeu com um de seus sorrisos tênues. "Tenho algo a lhe mostrar" , disse .

                Estávamos tomando café na mesa da cozinha. Ele se levantou e, ao voltar, trazia nas mãos a Computer Shopper, uma revista mensal de 1000 páginas e 2 quilos. Abri a publicação, comecei a folheá-la e percebi que me lançara numa feira, um bazar high-tech no qual os vendedores diziam coisas como "386SX ! ", "486DX/50 ! " e se comunicavam em uma estranha linguagem que incluía expressões como placa-mãe, placas de áudio, tubos de vídeo, monitores maiores que o armário da minha avó, mais uma série, imensa, de vocábulos obscenos: de palmtops e PC de bolso a notebooks, desktops e torres verticais como o obelisco no filme 2001 - Uma Odisseia no Espaço .

 
DESCONTOS

                Para olhar de perto para esses bebezinhos, eu não deveria me dirigir a uma loja, porque a maior parte deles não era comercializada em lojas. Além disso, a maioria das revendas de informática - inclusive aquela onde eu adquirira meu micro antigo - tinha sido expulsa do mercado em função dos descontos de volume e dos baixos custos operacionais das empresas de vendas pelo correio, além dos próprios fabricantes que anunciam em Shopper. A edição de janeiro tinha 721 páginas de anúncios de centenas de fabricantes dos quais nunca ouvira falar (Gateway 2000, Twinhead, Whitefox), alguns deles em seqüências de até dez páginas coloridas. Apaixonei-me pelos anúncios: ofertas para revisão de equipamentos de tirar o fôlego, fotografias que transformavam os computadores em verdadeiros fetiches, títulos a um só tempo acessíveis e enigmáticos: "Nosso sistema EISA livra as portas das dobradiças ! ! ! "; "Incremente seu vídeo incorporando 40 milhões de WinMarks! ! ! ! ".

                Fui fisgado mais ou menos na quinquagésima página - e então me transformei em um aficcionado, um ávido tecnófilo que não se deixava abater por sua falta de conhecimento quase total . Eu queria uma CPU formidável, uma memória cache sem espera, um subsistema de vídeo com 16,7 milhões de cores excepcionalmente vibrantes, cores que fariam o Windows cantar. Queria desesperadamente, apesar de não saber com segurança do que se tratava. Queria um micro multimídia com um CD-ROM e um scanner que, ao preço de 600 dólares, poderia fazer dos meus envelhecidos arquivos de reportagens de Times um banco de dados de pesquisa e recuperação de informações. E isso sem falar de alguns WinMarks. "O que é um WinMark?", perguntei ao meu irmão. "Não estou bem certo", respondeu ele . "Bem, acho que preciso de pelo menos 25 milhões deles."

 
BELEZA GRÁFICA

                Os garotos com frequência se deixam seduzir pela tecnologia. Mais jovem, encantei-me por equipamentos de som e não me surpreende que uma nova paixão aconteça em minha vida. As exigências dos aficionados por computadores, como velocidade perfeita e beleza gráfica, são, de fato, equivalentes à busca pela impecabilidade do som: inatingíveis, irritantes e caras. Com os micros, pelos menos , os preços caem o tempo todo. A marcha tecnológica, aliada a uma viciosa guerra de preços, está colocando um poder capaz de confundir a mente humana ao alcance das mãos. Um sistema que custasse 6.000 dólares há dois anos não custaria mais de 3.000 dólares hoje. O que se adquiria por 5.000 dólares em dezembro está custando cerca de 4.000 agora em maio, graças ao lançamento do Pentium, que tira o chip do meu computador do posto de CPU mais quente do momento.

                Muitas pessoas tornam-se frenéticas nesse estranho mundo novo, mas jamais encontrei alguém que se deixasse contaminar desse mal tão rapidamente. Agilizando o processo de aprendizagem a ponto de reduzi-lo de um ano para um mês, interroguei toda e qualquer pessoa que tivesse adquirido um micro na década de 90. Assinei um serviço de informações on-line chamado CompuServe, de modo a armazenar os últimos guias de usuários em meu computador antigo. Passei horas ao telefone, conversando com amigáveis vendedores de uma dúzia de empresas, vasculhei revistas especializadas, recortando anúncios e anotando observações em suas margens, espalhando coisas pelo sofá, pela escrivaninha, pela cama, colando recados nas principais passagens da casa.

                Minha sórdida história pode ensinar muito para qualquer pessoa que deseje comprar um computador sem precisar enlouquecer por isso. Vou contar o que aprendi - de uma maneira não muito pessoal nem muito resumida - sobre o que as máquinas podem fazer. E vou falar também do sistema dos meus sonhos, é claro. Verdadeiros equipamentos de mesa high-end são supercomputadores fabricados por companhias como Silicon Graphics e Kubota Pacific. Nenhum usuário doméstico precisa de máquinas com esse poder de fogo - e de qualquer modo os micros padrão IBM estão atingindo desempenhos bem próximos aos delas porque o Windows exige uma boa capacidade de processamento para rodar bem, mesmo se tudo que se tem a fazer é escrever uma carta a tia Kate.

                O Windows tem de trabalhar duro para parecer simples. A interface gráfica apoia-se, na verdade, sobre o antigo DOS, que não processa muita informação ao mesmo tempo. Um programa que está para ser lançado, o Windows NT (New Technology, ou Nova Tecnologia), vai dispensar o DOS. Por enquanto, as capacidades de interface e multi tarefa do Windows requerem um micro com muita velocidade e memória para resultar em um bom desempenho (o programa simplesmente acabou com milhões de equipamentos menos velozes, que se tornaram obsoletos com o seu aparecimento). Em um micro não muito poderoso, o Windows torna-se lento - e ao usuário cabe sentar-se e assistir por cerca de uma hora à imagem de um único ícone, uma ampulheta indicando que o sistema está ocupado.

                Odiei aquele ícone na primeira vez em que o vi, rodando o Windows em uma das poucas revendas de informática que sobraram no centro da cidade. Em dúvida com relação a comprar pelo canal direto - não é fácil pagar 4.000 dólares a uma empresa da qual nem sequer se ouviu falar até há poucos dias -, fui à Rockwell Computer,  na esquina da 39. Avenida com a Madison. Experimentei um Compaq que não era particularmente poderoso e perdi muito tempo em frente à tela, contemplando  placidamente a ampulheta. Quando solicitei à máquina que saltasse de uma janela para outra, ela hesitou. Eu não queria uma máquina que hesitasse. A Compaq faz, naturalmente, micros bem mais rápidos,  mas a Rockwell não os tinha ali. E os preços da loja não se mostravam nem um pouco competitivos na comparação com as empresas que entregam pelo correio.

                Fiz um amigo na Rockwell - o monitor NEC 5FG, um dos mais inspirados projetos dos anos 90. Nele, uma grande caixa plástica contorna a tela de uma forma especialmente bonita e a tela é simplesmente deslumbrante: tem quase 45 centímetros de diagonal. É preciso ter uma tela ampla quando se trabalha com diversas janelas ao mesmo tempo. Peguei um material impresso da NEC e levei-o para casa. Uma vez que as revendas não me diziam muito, eu teria de conhecer os vendedores do canal direto por telefone - e, diferentemente do pessoal da  Rockwell, eles se mostraram tremendamente encantados com o universo dos computadores. Pareciam orgulhosos dos sistemas que vendiam e felizes em explicar suas qualidades. Acabaram conversando comigo sobre suas comunidades terapêuticas de Natal, perguntaram-me se era verdade o que ouviam a respeito de Nova York e me apresentaram o misterioso SCSI (Small Computer System Interface, ou Interface para Pequenos Sistemas de Computador), uma poderosa maneira de ligar acessórios ao micro.

 
CONSUMISMO EXAGERADO

                Notei que deveria estar atento aos estímulos dos vendedores para tornar as máquinas mais quentes - mais e mais poder, mais e mais preço. Era exatamente o que eu queria. Telefonei, então, a alguém que entendia as minhas questões: meu amigo Gil Schwartz, um destemido aficcionado pelos computadores que escreve para a PC Computing e para a New York. Ele sabe tudo sobre o canal direto. "Como vai, Gil?", comecei. "Oh, estou cansado. Fiquei acordado até as 2 da manhã, mexendo com meu arquivo WIN.INI." Gostei do tom dele e dei prosseguimento à conversa. "Tenha cuidado", avisou-me. "Você pode acabar caindo no consumismo exagerado." Era um conselho que ele dava desde a época em que foi fundo na sua paixão pela informática. "Isso é profundamente verdadeiro", comentou em voz baixa. "Estou ansioso por possuir todos os softwares que já foram feitos."

                O que eu precisava era de informações sobre hardware. Schwartz recomendou uma empresa chamada Tri-Star, em Chandler, Arizona, que inaugurou um nicho de mercado de workstations gráficas destinadas a pessoas que trabalham com CAD (Computer-Assisted Design, ou Projeto Assistido por Computador). Meu amigo afirmou que a Tri-Star produz as máquinas mais rápidas e sólidas, atende ao telefone quando o usuário tem um problema a resolver e configurar todos os sistemas que comercializa, harmonizando hardware e software de modo a evitar dores de cabeça para o cliente. "Comprei um equipamento deles há três anos, mas já estou precisando de um novo", contou-me. E disparou: "Compre o micro mais poderoso e o maior disco rígido, porque do contrário o seu computador se tornará obsoleto logo, logo".

                Quando expandi a rede telefônica que havia montado para saber mais sobre micro computadores e procurei também os editores de revistas especializadas, descobri a história do canal direto de vendas. Aprendi que minhas preocupações em torno de entregar um monte de dinheiro a uma empresa desconhecida e localizada a milhares de quilômetros da minha casa tinham alguma razão de ser. "Por muitos anos comprar pelo canal direto não foi a maneira mais confiável de adquirir produtos de informática", disse John Dickinson, editor-chefe da Computer Shopper. "Viam-se muitos produtos de segunda, máquinas de baixa qualidade, serviço ruim e gente desonesta." Para não esquecer, tomei nota da precaução de comprar com cartão de crédito, para poder suspender o pagamento se alguma coisa não der certo.

 
VENDAS DIRETAS

                Mas Dickinson me contou também que as coisas começaram a mudar em 1986, depois que Michael Dell, um estudante da Universidade do Texas, deu o start up à sua empresa de vendas diretas. Adquirindo partes dos equipamentos montando-os, começou a vender pelo correio - e oferecia micros nos quais se podia confiar a preços baixos e com bom suporte técnico por meio de uma hot line com discagem gratuita. Em 1987, ele agregou valor aos produtos: passou a garantir assistência técnica gratuita no caso de qualquer falha dos computadores da Dell, em todo o território americano. "Isso modificou completamente o perfil do canal direto", comentou Dickinson. "É claro que ainda há trapaceiros no mercado, mas as pessoas já compram máquinas de qualidade sem precisar preocupar-se com eventuais defeitos."

                Em 1990, as vendas do canal direto explodiram na medida em que as corporações, afetadas pela recessão, passaram a prestar mais atenção nos clones - e a adquiri-los sem medo de estar levando gato por lebre. Segundo a InfoCorp, os americanos destinaram 9 bilhões de dólares à aquisição de computadores e software pelo correio, e isso representa quase um sexto do mercado total dos Estados Unidos.

                Desde 1990 os fabricantes de micros de primeira linha estão travando uma batalha de preços que forçou os produtores de clones a baixar também os seus - a queda é de 25% ao ano, em média. No verão passado, a Compaq deu início a um round particularmente agressivo, ao qual a Dell foi a primeira a responder. A IBM logo a seguiu e, depois, todos os concorrentes. Esse round ainda não terminou. Em 1992, os preços caíram em torno de 35%. As margens de lucro dos produtores de clones, que antes correspondiam a cerca de 17% por máquina comercializada, não superam os 5% hoje em dia. Na disputa, os mais frágeis acabam equilibrando-se sobre a corda bamba.

                Atualmente, os cinco maiores fabricantes de micro computadores - Apple, IBM, Compaq, NEC e Dell - controlam 40% do mercado mundial, que movimenta 46,5 bilhões de dólares. Outras quarenta empresas dividem 35%, e milhares estão brigando pelos 25% que restam do bolo. Nenhuma delas fatura mais que 1% do total. A IBM já teve 41% do mercado americano e 28% do mundial - hoje, suas vendas correspondem a 18% do faturamento da indústria de computadores nos Estados Unidos e 12% no mundo. Em fevereiro, as primeiras demissões atingiram a sede da companhia, em Armonk, em uma ação que faz parte de uma redução de quadro que pode cortar 50.000 empregados internacionalmente.

 
MANIA DE LIMPEZA

                Em minha busca, afastei-me das grandes companhias e procurei vendedores de pequeno porte com resultados alvissareiros. O suporte técnico era prioritário para mim, e optei pelos anúncios que destacavam esse aspécto. O da Ares, empresa de Detroit que ganhou fama graças à reputação de ter mania de limpeza pela forma como projetava o interior de suas máquinas, o da Standard, a primeira companhia a usar o termo WinStations, e o da Tri-Star chamaram particularmente a minha atenção. Liguei para o pessoal de vendas e fiz cotação dos subcomponentes dos sistemas, preenchendo as colunas de um caderno contábil. Ao final, concluí que o sistema que gostaria de ter, com todos os acessórios que escolhi, custaria algo em torno de 4.000 dólares. Bem mais, é lógico, do que pretendia gastar.

                Queria um PC o mais próximo possível de um Mac - completamente configurado, com som, vídeo, CD-ROM e softwares já instalados. Não pretendia sofrer para fazer a coisa funcionar, mas cada componente teria de ser o melhor entre todos os concorrentes, até porque muitos equipamentos multimídia chegam ao consumidor com componentes de baixo nível. A Ares, por exemplo, vendia um drive de CD-ROM da SONY com uma transferência de 150kilobytes, o que pode parecer bom, mas, na prática, significa que clicar o ícone da biblioteca resulta em uma longa espera pelo Thesaurus. A Standard e a Tri-Star me ofereceram o drive da Texel, duas vezes mais ágil que o da SONY, dobrando a transferência.

                Isso Excluiu a Ares, deixando a Tri-Star e a Standard sozinhas no páreo pelos meus dólares. Eu sabia que ambas as máquinas seriam rápidas, que as duas empresas seriam capazes de me oferecer uma assistência técnica de primeira linha e tinham um suporte bárbaro - um ano de visitas técnicas gratuitas na eventualidade de aparecerem defeitos, dois anos de reposição e reparo gratuitos para os componentes, a garantia de poder ter meu dinheiro de volta em até trinta dias e help telefônico pelo resto da vida. A Standard oferecia um disco rígido mais amplo, o que implicava maior capacidade de armazenamento, e um número maior de softwares embutidos, mas eu não conhecia ninguém que já tivesse comprado da empresa, e o meu amigo Schwartz tinha ficado satisfeito com o seu Tri-Star por três longos anos. Mas a questão, na verdade, era esta: a Tri-Star me enviaria um equipamento com um monitor Hitachi SuperScan, de 17 polegadas. Eu queria o maior.

                No início de janeiro, um pouco antes de o meu Tri-Star estar pronto para entrega, peguei a edição de lançamento da revista Windows Sources e, depois de dar uma olhada nos anúncios, encontrei uma análise de desempenho do sistema que havia adquirido. Era um concorrente poderoso na guerra do Windows, o rei da performance gráfica. Simmmmm! Cem páginas depois, porém, deparei com a análise do monitor da Hitachi, que, de acordo com a revista, tinha problemas sérios: "A curvatura horizontal pode ser incômoda... É difícil justificar a compra desse monitor". "Nãooooo!", gritei para Pam, minha mulher. "Que houve?" "O monitor tem curvatura horizontal", retruquei. "Nossa, que horrível." Nenhum de nós sabia o que era curvatura horizontal (uma pequena distorção da imagem na tela, como eu aprenderia pouco tempo depois), mas conhecíamos o sentido exato de incomodar.


ADORÁVEL MONITOR

                Eram 9 horas da noite de uma sexta-feira. Tomei um uísque e liguei para a Tri-Star. "Qual é o reembolso se eu preferir não ficar com o monitor?", perguntei. Eles cancelaram essa parte do meu pedido e me deram um crédito de 1.062 dólares, o suficiente para justificar a compra do monitor que eu desejava desde o início - o MultiSync 5FG, da NEC. Para isso, só precisaria acrescentar 300 dólares extras aos 500 dólares extras que já havia gastado para ter o Hitachi, mas era o mais adorável monitor do mundo, pelo menos por algum tempo.

                Tinha lido muito sobre chips formidáveis, mas só com a chegada do meu micro pude entender o que eles faziam de fato. Tinha de agilizar meu fluxo de dados mental (em outras palavras, pensar e digitar mais rápido). Nessa época, compreendi melhor os limites da velocidade pura. Uma vez que manejar um texto na tela é como patinar sobre o gelo, quanto de velocidade a mais se pode pretender? Alta velocidade é mais importante quando se trata dos problemas de desenho e pintura, como o CorelDraw, uma sublime ferramenta gráfica. Tinha muito com que me divertir, configurando, aprendendo a mexer com os softwares, namorando com a máquina, enfim. Estava no paraíso computadorizado - até que a vontade de ter mais poder apareceu de novo.


REVISÃO CONSTANTE

                A informática muda sem cessar porque a capacidade de processamento de uma máquina completa concentra-se em um simples chip. A revisão constante dos padrões é inerente ao hardware - e aos fabricantes de hardware, também. Alguns afirmam que o canal direto está condenado à morte e absolutamente ninguém imagina que não se vá transformando drasticamente. Em um futuro próximo, haverá com certeza menos empresas atuando nele. Serão companhias maiores que estarão vendendo produtos minúsculos, portáteis, máquinas com o tamanho aproximado do relógio de pulso de Dick Tracy. Não importa quanto as coisas possam tornar-se diferentes. Nós, os idiotas computadorizados, sabemos bem que sempre haverá produtos de informática concebidos para enganar os consumidores, mas que a seu lado se poderá encontrar, o tempo todo, coisas formidavelmente quentes. É por elas que buscamos, fazendo pedidos pelo correio, que resultam em entregas a domicílio. Por enquanto, eu e Pam estamos brigando para decidir quem vai usar o Tri-Star. Temo que tenhamos de comprar outro.

Quando o micro vira um vício muito perigoso (1993, Forbes Inc.)

Obcecados por novas tecnologias, muitos usuários
passam várias horas na frente da tela do
computador, afetando até mesmo suas vidas pessoais

        Tripp Lilley, um segundanista da Virginia Technology, não tem apenas um micro-computador Aberdeen 486 em seu escritório - tem uma rede. Seu micro está ligado ao Mylex 486 de seu companheiro de quarto e a um TRS-80 modelo 100 antigo que ele instalou na cozinha "para ler mensagens do correio eletrônico e o noticiário logo depois do suco de laranja, todas as manhãs". Mas o sistema ainda não é suficientemente poderoso na opinião de Lilley, que deseja mais 112 megabytes de memória e um disco rígido com capacidade para armazenar 1 gigabyte em arquivos. Além disso, economiza o dinheiro que ganha em um emprego temporário com o objetivo de comprar um leitor de código de barras, a 300 dólares, para escanear as embalagens dos alimentos antes de guardá-los no freezer. Depois, poderá ligar para seu apartamento do computador central do campus e, verificando o estoque doméstico, decidir se almoça em casa ou procura a Pizza Hut mais próxima.

        Lilley racionaliza sua obsessão por equipamentos argumentando que esse aparato lhe será muito útil no futuro, quando, já engenheiro, precisará dele em seu trabalho. Talvez esteja certo, mas seu comportamento compulsivo parece indicar que ele está acometido da Síndrome de Geek. As vítimas desse mal moderno adentram o universo da informática da mesma maneira que a maioria das pessoas: adquirindo um micro básico. Logo, porém, sentem necessidade de migrar para máquinas mais rápidas - e a partir daí simplesmente não conseguem parar de comprar. Cada nova geração de microprocessadores ou discos rígidos exerce sobre eles uma sedução inelutável.

        James Gordon Upton, um ex-executivo de propaganda e marketing de Manhattan que hoje, aos 69 anos e aposentado, vive em uma fazenda em Bedford, New Hampshire, comprou seu primeiro micro há quatro anos. Tem um 486SX de 25MHz montado sob encomenda e dotado de um modem interno com velocidade de 9.600 bits por segundo. Upton passa mais de 2 horas diárias em frente à tela. Sua paixão é o Links 386 Pro, um jogo de golfe eletrônico que fornece os recordes já atingidos por outros jogadores que assim se transformam em adversários virtuais.

RECURSOS MULTIMÍDIA

        O software está longe de exigir muito recurso de máquina, mas, só por prevenção, Upton dispõe de duas impressoras e um scanner Logitech de aproximadamente 200 dólares, além de uma placa de áudio Sound Blaster, de 180 dólares, para obter efeitos sonoros digitais. Mas isso ainda é pouco para Upton, que quer acrescentar recursos multimídia à sua parafernália doméstica. Na prática, esse singelo desejo representa pelo menos um leitor óptico para compact disc, a um custo de 400 dólares, mais uma placa de vídeo, a 600 dólares. Desse modo ele poderá editar seus próprios vídeos e capturar imagens de televisão. "São ferramentas tão sedutoras quanto os carros esporte", diz Russell Walter, 45 anos, autor de The Secret Guide to Computers (O Guia Secreto para os Computadores) e consultor de informática em Somerville, Massachusetts. Ele testemunhou em primeira mão diversos casos de vício em computador. "A maior parte das pessoas pode obter o sistema de que necessita por 1.000 dólares", comenta. "Mas um pequeno investimento a mais resulta em um poder de fogo muito maior, e o processo, uma vez detonado, nunca chega ao fim."

        Walter tem 45 computadores em casa, a maioria deles amontoada em pilhas de quase 2 metros de altura, no meio da sala de estar. É em seu quarto, porém, que ele deixa os equipamentos de estimação - os que produzem som. Lá estão também cinco sintetizadores musicais, inclusive um Roland Jupter-6, que Walter pretende trocar por um micro Synergy 386 aparelhado com uma placa de áudio. "Funciona como as drogas", explica ele. "Para sustentar o vício, acaba-se executando serviços para terceiros e entrando para a indústria." Os viciados, segundo Walter, tendem a criar programas e passá-los aos outros, encorajando-os a viciar-se também. Foi assim que o publicitário aposentado Upton foi fisgado. Seu fornecedor é um montador de micros autônomo que desenvolveu um dispendioso gosto pelas engenhocas eletrônicas e acabou partindo para a consultoria com a finalidade de financiar seu vício.

ADESIVO

        Penn Jillette, que aos 38 anos é um dos astros do quadro de mágicas Penn & Teller, da TV americana, é fanático por computadores desde 1985. Tudo começou quando ele convenceu um jovem aficcionado a mostrar-lhe as maravilhas da informática em troca de alguns vales-refeição diários. Hoje, Jillette carrega compulsivamente, aonde quer que vá, seu notebook 486SX Toshiba TA4400C com monitor colorido, 20 MB de memória RAM e 120 MB no disco rígido. Leva 7.000 dólares nas mãos. Ele afirma que mantém com a máquina uma relação semelhante à de seus amigos artistas plásticos com as obras. "O brilho da tela me deixa feliz", conta Jillette, defensor da singular idéia de que os micros muito velozes deveriam conter um adesivo estampando chamas.

        Mas como saber se o relacionamento com os computadores está-se transformando em problema e as máquinas estão tomando conta da vida do usuário? Um forte indício de compulsão é comprar uma placa de áudio de 200 dólares só para ouvir o horário, em vez de contentar-se com vê-lo na tela. Ou desembolsar 600 dólares exclusivamente para assistir televisão no monitor. Outro sinal de perigo é passar a construir em casa os próprios micros, só pelo desafio que isso coloca. Paul Matthews, 37 anos, consultor de informática de Boston, tem esse hábito. Já vasculhou mercados de quinquilharias e lojas de informática para construir um micro 486 para a mesa da cozinha. Sua grande obsessão, porém, é a realidade virtual. Última palavra em interface, esses sistemas de imersão tridimensional ainda se limitam a utilizações muito sofisticadas - e custam os olhos da cara. Por isso Matthews dedica-se a desenvolvê-los. Está reformando um acessório de videogame infantil para transformá-lo em uma luva de fibra óptica de 8.800 dólares.

        A adoração por sistemas on-line também merece cuidadosa atenção. Especialmente quando o usuário é assinante de redes como a CompuServe, que cobra cada minuto de conexão. "Serviços on-line podem gerar problemas seríssimos para algumas pessoas", opina Thomas Mandel, um futurista da SRI International, de Menlo Park, Califórnia, e freqüentador contumaz das redes. Kamal-Singh, um analista de sistemas de 28 anos que trabalha na Lehman Brothers de Nova York, tem três computadores em seu apartamento. Um deles é uma workstation, da Sun, com 32 MB de memória RAM e um disco rígido de 400 MB. É um equipamento de 11.000 dólares. Entre o sistema doméstico e o computador em que trabalha, Sigh passa 16 horas diárias, seis dias por semana, em frente às telas. "Minha mulher costuma dizer que a máquina tem uma importância maior que ela em minha vida", conta ele. A esposa, brinca, já o teria deixado, não fosse o fato de ele ter-lhe arranjado uma boa cabeleireira por meio do Medline, banco de dados on-line da Dialog Information Services (60 centavos de dólar por minuto).

CORREIO ELETRÔNICO

        Até que ponto o vício pode ir? Um jornal médico relatou, em 1987, o caso do jovem Dane, que aos 18 anos passava de 12 a 16 horas por dia sobre o teclado. Os médicos do Hospital Nordvang, de Copenhague, testemunharam que, em alguns momentos, Dane confundia sua personalidade com a da máquina, dizendo disparates como "Linha 10, ir ao banheiro; linha 11, passar à próxima". Não é exatamente um comportamento normal. Portanto, o momento em que se chega a esse estágio é também o de pedir ajuda. Pode-se, por exemplo, adquirir uma assinatura da rede Internet, de preferência com uma conexão de alta velocidade, e freqüentar a Usenet, correio eletrônico dos usuários. Alguns deles promovem encontros para viciados, verdadeiras terapias de grupo - via rede e em tempo real, naturalmente.

8月29日

A Necessidade de uma Política Forte com Relação à Informática no Brasil (por Alfredo Maia, 1984)

Atenção: o texto a seguir é somente um ensaio literário, elaborado em 1984, não refletindo o pensamento atual do autor.

        A informática é um dos setores tecnológicos que mais tem crescido no Brasil.
        Não se sabe bem quando começou a era da informática no Brasil, mas pode-se especular que esta teve início com a invenção dos microprocessadores de dados, tomando, como impulso, o advento dos microcomputadores, máquinas capazes de comandar centenas de milhares de informações por um curto intervalo de tempo.
        Entretanto, gigantescas empresas multinacionais, tais como a IBM - International Business Machines, mobilizaram-se para tentar abocanhar aquela que seria a melhor das fatias de um grande e promissor mercado em franca expansão no Brasil.
        Contudo, os empresários brasileiros perceberam que, caso não garantissem os seus espaços nessa já disputável corrida pela informática, perderiam a única chance de alcançar a auto-suficiência tecnológica, algo que muito tem preocupado o Governo nos últimos anos, dado aos índices exorbitantes da nossa dívida externa.
        Surgiu, então, a necessidae da criação de uma forte política protecionista com relação às empresas brasileiras relacionadas à informática.
        Com o apoio às empresas brasileiras, o surgimento e o desenvolvimento de uma tecnologia totalmente nacional podem levar o Brasil a produzir produtos compatíveis com os melhores produtos importados, além de fazer nascer e aprimorar uma mão-de-obra única e essencialmente brasileira.