| Alfredo 的个人资料Alfredo Maia's WebSpace照片日志列表 | 帮助 |
|
|
8月29日 Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê (por Alfredo Maia, 1985)A comunicação faz parte da vida humana. Sem ela, o homem não poderia transmitir suas descobertas e inventividade para outros homens. Não poderia evoluir como ser inteligente e, fatalmente, desapareceria da face da Terra. Entretanto, para que haja comunicação, é necessário, além de pelo menos um falante e um ouvinte, que haja uma padronização na linguagem, caso contrário a transmissão e o recebimento de idéias e pensamentos seriam passíveis de incompreensão por ambos os lados. Da observação dos fenômenos naturais, o homem descobriu que poderia associar sons ao que via e, assim, inventou a fala. Esta, por sua vez, é grandemente passível de mudanças tanto por problemas de fonética como por quem as decodifica e as retransmite. Surgiu, então, a necessidade de preservar as palavras e os seus significados para que estes não fossem mudados com o uso das palavras. Pinturas em cavernas milenares são exemplos marcantes da tentativa do homem em criar um padrão de símbolos que transmitissem idéias, pensamentos ou eventos. Com o passar dos anos, surgiu a palavra escrita, que era capaz de transmitir, na sua íntegra, todo um pensamento ou evento. A linguagem escrita, no entanto, vem sofrendo modificações com o avanço humano. A leitura torna-se, então, uma necessidade para o homem, pois esta é a única forma realmente segura de comunicação ou, pelo menos, pouco passível de mudanças radicais. Pode-se concluir que, na atualidade, a pessoa que não lê, mal fala, pois mal pode manipular o que ouve e mal vê, pois não pode associar o que vê à sua própria realidade pensante. Estradas e Progressos (por Alfredo Maia, 1985)O axioma de que a linha reta é o caminho mais curto entre dois pontos não terá servido de regra ao homem primitivo na abertura dos seus caminhos, já que ele, premido pela falta de recursos e ferramentas, era forçado a optar pelas soluções onde encontrasse menores obstáculos. Em geral, esses caminhos eram construídos pela própria trilha dos animais. A estrada mais antiga de que se tem notícia é a Semíramis, citada por Ctésias, médico de Artaxerxes II, de acordo com Ernst Herzfeld no seu livro “O Sistema de Estradas no Oriente Próximo, de 2000 a 500 A.C.”: “Semíramis construiu uma estrada de Babilônia a Agbatana, nivelando as eminências e aterrando as depressões com o fim de levantar um monumento imortal, que até hoje é chamado de a Estrada de Semíramis”. Mas as primeiras estradas, dignas dessa denominação - embora feitas, principalmente, com objetivos militares - são do tempo de Roma, algumas revelando trabalhos que atravessam os séculos, como a famosa Via Appia. Até o advento da locomotiva a vapor, as estradas medievais e da moderna Europa não valiam as romanas do tempo dos imperadores antoninos. Curiosamente, as antigas estradas romanas não apresentavam curvas. O progresso humano, como podemos observar, está intimamente relacionado com o desenvolvimento das estradas. Hoje, a estrada de rodagem, por si própria ou em conexão com a estrada de ferro, atua como verdadeiro elemento desbravador, seja no lançamento das artérias centrais, seja nas ramificações que se infiltram até as moradas distantes. Promove a coleta dos produtos, o encaminhamento e a distribuição das riquezas, a troca das matérias-primas, de bens e de objetos de todas as espécies. Favorece o deslocamento de pessoas e, portanto, as reúne e facilita o progresso do conhecimento humano. O Carro ou o Homem ? (por Alfredo Maia, 1985)Talvez uma das maiores invenções do homem tenha sido o automóvel. Inventado há pouco menos que um século, o automóvel já passou por milhares de transformações. Dos modelos mais simples e frágeis do início do século até os modelos mais avançados e velozes da atualidade, a tecnologia automobilística caminhou a largos passos. O automóvel veio, definitivamente, para ficar. Como meio de transporte, lazer ou, até mesmo, como auxílio profissional, o automóvel, mais conhecido popularmente como “carro”, tornou-se integrante necessário no dia-a-dia dos homens.No entanto, com o primeiro acidente de trânsito, os problemas começaram. Desde então, muitos outros acidentes de trânsito vêm acontecendo e, na maioria das vezes, matando homens, mulheres e crianças. Leis foram criadas para que tais acidentes diminuíssem de proporção. Porém, na procura de novas emoções e sensações, homens continuam a fazer de seus carros verdadeiras máquinas mortíferas. Por mais eficiente que seja a supervisão policial para que as normas de trânsito sejam seguidas à risca, o número de acidentes fatais de trânsito persiste em aumentar. Quando será que as pessoas perceberão o verdadeiro valor do automóvel como um meio de facilitar a vida e não tirar vidas ? O Aumento de Criminalidade (por Alfredo Maia, 1985)A maioria das pessoas acredita que o ser humano, quando nascido e criado por pessoas menos favorecidas pela comunidade capitalista, ao migrarem para o centro de grandes metrópoles, tem, por destino, tornar-se mais um mendigo ou criminoso. De fato, no mundo atual, essa tendência ao insucesso na vida por parte dos menos favorecidos torna-se perceptível à medida que a população de uma determinada cidade aumenta por índices que escapam ao controle das grandes autoridades. A falta de recursos educacionais pode ser apontada como a maior motivação para a migração tão acentuada de pessoas de classes mais humildes para as grandes cidades. Com a falta do ensino escolar, o ser humano cresce e amadurece dentro de um mundo próprio, onde a principal maneira de lutar para sobreviver é seguir o caminho da criminalidade, pois, num mundo cada vez mais competitivo como o nosso, a conquista do saber para galgar as melhores posições em um meio social torna-se o único caminho existente para um sucesso não só profissional como também pessoal. Temos, então, o aumento da criminalidade. Uma maldição do homem para o homem. Um fantasma do desenvolvimento que, se não for logo combatido, há de destruir tudo o que o homem construiu até os nossos dias. Vocação e Mercado de Trabalho (por Alfredo Maia, 1985)Todo homem, por mais simples que seja, sente a necessidade de exercer alguma atividade, atividade essa intelectual ou física. Essa atividade, por sua vez, pode vir a servir de fonte de sustento para o homem que a exercer. Neste caso, tal atividade remunerada recebe a denominação de “trabalho”. Quando, por um motivo ou outro, esse trabalho torna-se especializado, ele recebe o nome de “profissão”. A escolha de uma profissão, no entanto, não é fácil para o homem moderno.Com o passar dos anos, muitas profissões foram criadas sendo que estas são, na sua quase totalidade, específicas. A saturação do mercado de trabalho também auxiliou para dificultar um indivíduo na escolha da sua profissão. Atualmente, as escolas de primeiro e de segundo graus já contam com equipes especializadas para auxiliar seus alunos vocacionalmente, ou seja, na escolha de uma profissão através da sua vocação. O próprio contato do indivíduo com diversos tipos de profissões ajuda na sua escolha final e, até mesmo, no seu próprio entrosamento com o mercado de trabalho local. Entretanto, não são raras as vezes em que o mercado de trabalho local não eqüivale à vocação de um determinado indivíduo. Neste caso, para evitar situações conflitantes e, até mesmo, futuras frustrações profissionais, é aconselhável que este indivíduo procure um outro mercado de trabalho, mais adequado às suas aspirações trabalhísticas. As Deficiências do nosso Sistema Educacional (por Alfredo Maia, 1984) A educação no Brasil está atravessando a sua fase mais dramática desde os tempos do Império. Com o crescente aumento da dívida externa e o incremento da dependência deste país no que tange à área do conhecimento e da tecnologia, o índice elevado de desemprego e, em decorrência deste, o abaixamento do nível de vida brasileiro, o nosso sistema de ensino experimentou uma queda sensível na qualidade e na eficiência. A falta de verbas para a manutenção de um bom padrão de ensino obriga as escolas a funcionarem com professores que, na maior parte das vezes, não são, sequer, formados na arte da Didática. Os alunos, por sua vez, orientados por professores não qualificados, passam a realimentar o sistema de ensino, tornando-se professores não qualificados, não pela falta de um curso de Didática, mas pela falta da técnica e da própria matéria a ser ensinada. Contribui para agravar ainda mais a situação do nosso parco sistema de ensino a intervenção dos países mais ricos, não permitindo o acesso a técnicas mais avançadas de ensino e ao próprio conhecimento do desenvolvimento humano. Há, entretanto, um movimento para que este quadro venha a ser mudado. Grupos localizados de alunos e professores estão se reunindo para modificar o nosso já desgastado sistema educacional. Os próprios governantes do nosso país estão trabalhando para que essa mudança venha a ser efetuada o mais depressa possível, pois o Brasil precisa de pessoas competentes para dirigí-lo e, possivelmente, conduzi-lo ao pagamento efetivo das suas dívidas externas. |
|
|