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6月12日 Morrer para Nascerpor Paulo Angelim, arquiteto, pós-graduado em marketing.
Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e nós precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio! A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo. É a fronteira entre o passado e o futuro. Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente. Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas. Quer ter um bom relacionamento, então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinhos, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém. Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso “eu” passado, inferior. E, qual o risco de não agirmos assim? O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa produtividade e, por fim, prejudicando nosso sucesso. Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos inacabados, híbridos, adultos “infantilizados”. Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não matemos virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, etc. Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar pensamentos infantis, para passarmos a pensar como adultos. Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e mais evoluído? Então, o que você precisa matar em você ainda hoje para que nasça o ser que você tanto deseja ser? Pense nisso e morra! Mas, não esqueça de nascer melhor ainda! 6月1日 A Teoria da Relatividade (Luciano Pires, 2007)Este artigo é de autoria de Luciano Pires (www.lucianopires.com.br) e está liberado para utilização em qualquer meio, contanto que seja citado o autor e não haja alteração em seu conteúdo. Um dos filmes que mais causaram impacto em minha vida foi “Em algum lugar no passado”, com Christopher Reeve, uma história de amor lindíssima, em que um escritor apaixona-se pela foto de uma atriz dos anos vinte. Uma paixão tão avassaladora que ele acha uma forma de voltar ao passado para encontrar a moça e viver uma história de amor emocionante. O filme é lindo, a trilha sonora é fabulosa e o tema, instigante: viajar no tempo. Quando Albert Einstein anunciou a sua Teoria da Relatividade, em 1905, viajar no tempo – pelo menos em teoria – deixou de ser algo impossível. Pois outro dia observei uma foto de um grupo de amigos na reunião de comemoração de 30 anos de minha formatura no colégio. Olhei aqueles senhores de cabelos brancos, gordos e carecas e imaginei o que aconteceria se a foto pudesse ser vista por eles quando tinham 16 anos. Já pensou? Você poder ir até o futuro e olhar onde estará, que rumo sua vida tomou? Imaginei então uma situação interessante. Alguém inventa uma máquina do tempo. E vai testar. Escolhe uma data aleatória – 1989, por exemplo – e aperta um botão. A máquina traz para o presente ninguém menos que Luis Inácio Lula da Silva. Aquele de vinte anos atrás. Lula chega meio zonzo: - O que é isso, companheiro? Sem entender o que acontece, Lula é recebido com carinho, toma uma água, senta-se num sofá e recupera o fôlego. - Onde eu tô? - No futuro, Presidente. Colocamos em prática a Teoria da Relatividade! - Futuro? Logo agora que vou ganhar do Collor, pô! Me manda de volta pro passado! Zé Dirceu! Zé? Cadê o Zé? - Calma, Lula. Aproveite para dar uma olhada no seu futuro. Você é o presidente da República! - Eu ganhei? - Não daquela vez. Mas ganhou em 2002. E foi reeleito em 2006! - Reeleito? Eu? Deixa eu ver, deixa eu ver!!! E então Lula senta-se diante de um televisor de plasma. Maravilhado, assiste a um documentário sobre os últimos 20 anos do Brasil. Um sorriso escapa quando a eleição de 2002 é apresentada. - Pô, fiquei bonito! Ué. Aquela ali abraçada comigo não é a Marta Suplicy? - Não, Presidente, é a Marisa Letícia. - Olha! Eu e o Papa! E aquele ali, quem é? - É George Bush, o Presidente dos Estados Unidos! - Arriégua! Êpa! Mas aquele ali abraçado comigo não é o Sarney? Com a Roseana? E o que é que o Collor tá fazendo abraçado comigo? O que é isso? Tá de sacanagem? - Não, presidente. Esse é o futuro! - AAAAhhhhhh! Olha lá o Quércia me abraçando! O Jader Barbalho! Cadê o Genoíno? Cadê o Zé Dirceu? - O senhor cortou relações com eles. - Meus amigos? Me separei deles e fiquei amigo do Quércia? - Pois é... - E aqueles ali? Não são banqueiros? Com aqueles sorrisos pra mim? - Estão agradecendo, Presidente. Os bancos nunca tiveram um resultado tão bom como em seu governo. - Bancos? Os bancos? Você tá de sacanagem. Sacanagem! - Calma, Presidente. O povo está gostando, reelegeram o senhor com mais de cinqüenta milhões de votos! - Mas não pode! Cadê os proletários? Só tô vendo nego da elite ali. Olha o Vicentinho de gravata! E o Jacques Wagner também! Mas que merda é essa? - É o futuro, Presidente. - E o Walter Mercado? Tá fazendo o quê ali? - Aquela é a Marta Suplicy, Presidente. - Ah, não. Não quero! Não quero! Não quero aquele meu terninho. Não quero aquele cabelinho. Não quero aquela barbinha. Desliga isso aí! - Mas Presidente, esse é o futuro. O senhor vai conseguir tudo aquilo que queria. - Não e não. Essa tal de teoria da relatividade é um perigo. - Perigo?! - É. As amizades ficam relativas. A moral fica relativa. As convicções ficam relativas. Tudo fica relativo. - Bem-vindo a 2007, Presidente. 8月29日 É Possível Prever Cientificamente o Futuro ? (por Alfredo Maia, 1985)O homem está voltado para o sobrenatural desde os tempos mais remotos. Mas nada fascinou e ainda fascina mais o homem do que a previsão do futuro. Sabe-se que, na Grécia Antiga, os homens serviam-se de mapas estrelares para predizer o futuro. Tais mapas eram elaborados por velhos sábios gregos, que passavam quase que a vida inteira observando o movimento dos astros e as posições estrelares. Da combinação dessas posições com os movimentos astrais, os sábios prediziam, desde os dias ideais para a semeadura da terra, até os acontecimentos sociais entre eles. Outros povos, por sua vez, valiam-se de vísceras de animais tais como peixe, galinha ou cabra para a previsão do futuro. Outros, de sementes, de cascas de árvores, de contas coloridas e até mesmo de barbantes. Entretanto, uma medida, para ser científica, tem que partir não apenas de observações mas também de experiências científicas. A análise dos fatos e a comparação com acontecimentos, se não obtiverem uma explicação científica - baseada em outros fatos e acontecimentos naturais ou experiências - não poderá ser considerada uma análise científica, ou seja, tal medida não será científica. A previsão do futuro não é, portanto, um método científico na sua própria essência. Entretanto, é possível a previsão do tempo pela observação de cartas de tempo, elaboradas a partir de observações por satélites artificiais. A observação e o experimento comprovam as cartas de tempo, tornando-as cientificamente aceitas como previsões de tempo. Não devemos, então, confundir a previsão de tempo com a previsão do futuro, pois esta - a previsão do futuro - não é conseqüência de experimentos científicos, mas apenas a criatividade do homem. As Cidades do Futuro (por Alfredo Maia, 1985)Empolgado na síntese de novos produtos, o homem prossegue no desenvolvimento das técnicas e artes, avançando para a perfeição. Essas mudanças estão sendo percebidas cada vez mais nas grandes e pequenas cidades.Entretanto, isso tudo é apenas o começo da nova era, em que as cidades tendem a se tornar cada vez mais cheias de gente. Convidativas com seus letreiros luminosos, versáteis com os seus carros subterrâneos, as cidades atendem às necessidades de um povo que cada vez mais dispõe de menos tempo para se locomover. Futuramente, as cidades não apenas serão velozes mas também arquitetonicamente mais planejadas. Os carros não serão movidas à gasolina, álcool ou qualquer outro combustível, mas sim por energia elétrica. Os coletivos serão bem maiores do que os atuais e, também, movidos a energia elétrica. Na realidade, a base energética das cidades futuras será a energia elétrica. Além disso, aparecerão os videotextos que facilitarão em muito a vida dos cidadãos pois aqueles farão reservas em teatros, boates, restaurantes, sem que haja necessidade de sair de casa. Notícias expressas poderão ser obtidas com mais facilidade. Aliás, em matéria de velocidade de informação, as novas cidades contarão com uma rede magnífica e muito eficiente de sistemas que fornecerão as informações desejadas em apenas poucos segundos. Isso não é um sonho ou uma visão otimista de um futuro ainda longínquo, mas sim uma visão de um presente que não só está no agora, mas também no futuro de uma civilização, a civilização humana. O Divórcio (por Alfredo Maia, 1985)Um dos principais problemas das pessoas que contraem núpcias muito cedo é o fato da imaturidade do casal perante o matrimônio. Longe de mim ser tomado por antiquado. Nada tenho contra o casamento de jovens. Apenas penso que, antes de duas pessoas tomarem uma decisão de tal seriedade todo um processo de preparação deve ser efetuado, ou seja, o casal deve procurar se conhecer o melhor possível e tentar imaginar como seria a vida a dois. É verdade que, mesmo depois de maduras, há pessoas que não conseguem manter um bom relacionamento conjugal. Problemas como o trabalho, com a casa ou com os filhos ou, até mesmo, entre o próprio casal podem vir a gerar a necessidade da separação do casal. Então, o divórcio é concretizado como única solução para o casal. Entretanto, na maioria das vezes, o divórcio propicia ao casal a possibilidade de uma segunda vida, que pode ser melhor ou pior que a primeira. Mesmo assim, seria melhor que as pessoas evitassem recorrer a uma medida tão drástica que, quase sempre, acarreta graves problemas emocionais nos filhos dos casais separantes. Talvez, com o passar do tempo, as pessoas venham a entender o verdadeiro segredo de um bom casamento: “Diálogo, renúncia e amor”. A Vida Urbana e Desumanização (por Alfredo Maia, 1985)Há muito tempo, um grande filósofo grego disse: “O homem é um ser social”. De fato, desde que se tem notícia, o homem no seu alvorecer já andava em bandos e constituía comunidades. No decorrer dos tempos, evoluiu das tribos para as cidades, ampliando seu conhecimento e desenvolvendo técnicas de convívio social, desenvolvendo a política. As cidades cresceram e o homem teve que acompanhar o ritmo desse crescimento. O tempo tornou-se precioso. A vida urbana tornou-se difícil. O homem constrói máquinas para auxiliá-lo no serviço. As máquinas substituem o homem. Elas são mais eficientes, não têm sindicato e não fazem greves por melhores salários. Mesmo assim, o homem ainda é necessário. É necessário para consumir os produtos fabricados por outros homens. Esta é a desumanização das cidades: “O mundo não mais gira em torno do homem, mas em torno do dinheiro e da ganância dos homens”. Logo, quem tem dinheiro tem poder e quem tem poder pode ter o que quiser e não depender de outros homens para sobreviver. Se um grego da antigüidade pudesse viajar o tempo e conhecer o homem de hoje e a vida nas cidades atuais, com certeza ele diria: “O homem é um ser anti-social”. Energia, esse ente misterioso. (por Alfredo Maia, 1984) Ela está em todos os lugares e nas mais diversas formas. Não pode ser criada e nem destruída. Motivo da mística dos homens, a Energia existe desde o começo do Universo e o tem acompanhado, passando pelo surgimento da Terra até os tempos modernos e vindouros. A Energia, esse ente que comanda a vida dos homens, é capaz de mover máquinas, provocar reações químicas, aquecer objetos e, também, pode dar-se ao luxo de se transformar em outros tipos de Energia. Os antigos cultuavam a Energia como a um deus. O fogo era um símbolo que representava a Energia. O Sol, por sua vez também era venerado por outros povos como a "Energia Suprema do Universo". Hoje o homem pode locomover-se de um lugar para outro graças à combustão química que libera uma grande quantidade de Energia, capaz de impulsionar motores de combustão. Entretanto, a energia também pode ser utilizada para fins menos nobres, tais como a destruição de Nações inteiras. A Energia, se liberada numa quantidade muito grande pode causar grandes desastres. A bomba atômica é um bom exemplo do emprego maléfico da Energia. Mesmo assim, por mais que o homem avance nos caminhos do conhecimento e evolua o seu intelecto, ele continuará a ver, na Energia, um ente misterioso e fascinante. Minhas Mãos (por Alfredo Maia, 1983) Elas são parte de mim, nasceram juntas comigo. Calejadas pelo trabalho e enrugadas pelo tempo, elas são companheiras fiéis e inseparáveis, se bem que, às vezes, surpreendem-me com atitudes que eu não esperava. Jamais brigam entre si. No entanto, são capazes de destruir a quem me molestar, sem pedir nada em troca. Elas são brutas e fortes, mas, ao mesmo tempo, meigas e sensíveis. Elas transmitem a força e a amizade para quem simpatizo, a fúria e o ódio para quem odeio, a paixão e a ternura para quem amo. São capazes, também, de realizar tarefas que máquina alguma, por mais avançada e sofisticada que seja, é capaz de realizar. Como extensões da minha boca, elas são capazes de transmitir a outra pessoa o que a minha boca jamais transmitiria com milhares de palavras. No entanto, quando silenciadas, não há alma vivente capaz de lhes extrair a menor confidência. Mas, quem seriam estas companheiras, às quais me refiro com tanto respeito e consideração? São minhas mãos. Mãos que, por força da Natureza e do Destino nasceram grudadas ao meu corpo, ajudam-me no decorrer da minha vida e, por um ato de imensa fidelidade, hão de acompanhar-me até os meus últimos dias. A Linguagem das Cores (por Alfredo Maia, 1983) São muitas as formas de comunicação entre as pessoas. A linguagem escrita ou falada e a linguagem dos gestos, são as mais usadas no dia-a-dia as pessoas numa cidade. Para a comunicação à distância, como por exemplo entre duas embarcações, o "código das bandeiras" ou o "código Morse" são de uma eficiência considerável. Entre dois ou mais computadores também encontramos uma forma de comunicação, esta, por sua vez, valendo-se de um engenhoso código de dois caracteres. A esse tipo de linguagem damos o nome de "linguagem binária". Entretanto, existe uma outra linguagem que as pessoas usam, ainda que, comumente, não percebam. Essa linguagem é a "linguagem das cores". A linguagem das cores é tão poderosa que é capaz de externar mensagens completas vindas do subconsciente de uma pessoa. Quando estamos contentes ou felizes, costumamos usar roupas de cores "alegres" e "gritantes", tais como o amarelo, o vermelho ou, até mesmo o púrpura. Quando estamos tristes ou aborrecidos, usamos cores "pesadas" e "sérias", tais como o azul escuro ou o preto. Um pintor, por sua vez, faz-se valer das cores para exprimir os seus sentimentos mais profundos ou comunicar fatos do seu próprio dia-a-dia. A cores também podem "comunicar" a um doente sensação de calma e harmonia que podem levá-lo à cura da sua enfermidade. Tal processo é hoje comumente usado nos mais modernos hospitais e casas de repouso. O Sentido da Vida - Perguntas e Respostas (por Alfredo Maia, 1983)Desde o nascimento do homem até a sua morte, a procura de um sentido para a sua própria existência e concepção tornou-se uma constante na sua vida. O homem, como um ser pensante, sente-se, no seu íntimo, com uma necessidade para respostas à perguntas tais como "quem realmente sou", "por que estou aqui" ou "para onde vou". Na sua eterna procura pelas respostas a essas perguntas, o homem atravessa diversas fases no seu desenvolvimento social e intelectual. A necessidade da comunicação com os seus semelhantes desenvolveu-lhe a capacidade da fala e da escrita, passando a poder transmitir a outros homens as suas aflições e descobertas sobre a sua própria existência. Contudo, por mais que a sua capacidade de compreeensão do que se passa em sua volta se aperfeiçoe, as três perguntas iniciais ainda persistem. A fuga da compreensão dos motivos que o levaram a sua existência tornou-se, então, uma alternativa para amenizar o grande impasse entre o por que e o verdadeiro sentido para a sua existência. O álcool, cigarro, os tóxicos, serviram para fugentar a incerteza existencial do homem. Entretanto, a aflição do homem não diminuia. Talvez não haja respostas para as perguntas existênciais do homem, mas há a necessidade da convivência humana. |
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