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8月29日 O Nascimento do Livro (por Alfredo Maia, 1984) Desde o início dos tempos o homem sente necessidade de estabelecer um elo entre o momento presente e o ainda por vir. A primeiras tentativas de estabelecimento de comunicação para com as gerações vindouras tiveram lugar na Pré-história do homem. Para cada feito ou fato acontecido com ele, ele dedicava uma ou mais gravuras nas paredes das cavernas, onde habitava. Essas gravuras eram feitas, em geral, com carvão oriundo de fogueiras já extintas, podendo até mesmo utilizar-se de sangue animal no lugar do carvão. Mais tarde, o homem aprendeu a utilizar a folha do papiro, uma planta ribeirinha encontrada, em geral, nos países mesopotâmicos. O papiro possibilitava, a quem dele se utilizava, dispor de portabilidade e um maior número de registros escritos, conveniência que não era possível no tempo da utilização das cavernas. Entretanto, como o número de informações a serem registradas crescia, o homem percebeu que era chagada a hora de aperfeiçoar a sua nova maneira de arquivar informações. O homem percebeu que, depois de submetida a uma grande prensagem, a folha de papiro ficava mais fina e leve, facilitando ainda mais o seu manuseio e transporte. Foi, então, num momento de grande engenhosidade, que nasceu o primeiro livro. Este, nada mais era do que um lote de folhas de papiro, alinhadas em bloco e costuradas umas às outras por uma das arestas do bloco, formando um caderno. Com o passar dos anos e a invenção da imprensa, das máquinas tipográficas, o livro foi aperfeiçoado. Atualmente, o livro ainda é um conjunto de folhas, presas por uma das arestas, formando um bloco. Entretanto, as folhas são de celulose de outros vegetais, formando páginas ainda mais leves e de fácil manuseio, presas por cola, e não por fios de algodão, como outrora. |
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