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日志


1月31日

A Hora da Saudade (por Julinho Mazzei, 2007)

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Sim!!! Quando o assunto é música, sou uma cara muito saudosista. Afinal, quem não é!!! Quem não gosta de ouvir aquelas “pérolas” de Donna Summer, Gloria Gaynor, Joycelyn Brown, Vincent Montana, Sounds of Philadelphia e tantos outros? Eu sou também um daqueles caras que (com todo respeito aos muitos artistas e produtores atuais) adora ouvir arranjos onde o violino é realmente um violino e os metais e toda a orquestra são verdadeiros e não um simples teclado ligado numa “parede” cheio de módulos emuladores.

Nas músicas antigas você pode ouvir claramente certas “falhas humanas” dos bateristas, de alguns elementos percurssivos e de outros músicos da banda. Essa “presença” humana (tão em falta nas produções de hoje) é muito necessária para que a música não vire uma coisa “robotizada” e sem alma. Não me leve a mal. Eu adoro ouvir a maioria das músicas atuais. Afinal, eu também sou um produtor!!! Tenho um estúdio cheio de módulos, teclados, baterias eletrônicas e outros equipamentos, mas tudo isso não se compara com um estúdio cheio de músicos de verdade tocando os seus próprios instrumentos, lendo as suas partituras e tocando com o coração!! A verdade é uma só, infelizmente não se faz mais música como antigamente.

Com os grandes avanços tecnológicos dos computadores e dos programas aplicativos existentes (e baratos), qualquer um com um simples laptop e um teclado pode fazer música!! Isso é muito bom por um lado, mas como podemos simular instrumentos acústicos, de sopro e outras coisas mais complexas num computador? É impossivel!

O meu grande professor e gurú de música Peter Fish sempre me ensinou que quando produzimos música, temos que ter muito cuidado de não deixá-la muito perfeita. As “falhas” e “atrasos” musicais de ritimo e de certos instrumentos são extrememante necessários para que a música não vire uma coisa artificial e sem alma.

Por isso, seja bem-vindo a nossa Hora da Saudade onde o baterista tem braços de verdade, o baixista e o baterista tocam meio fora de tempo e todos os músicos são pessoas como eu e você que tocam com sentimento e muita emoção. Jamais nenhum computador poderá simular isso.

Ahhh!!!…não podemos esquecer de apagar a luz e ligar a nossa “Disco Ball” pra criar o clima da época….enjoy the mix e Bon Voyage!!!

Julinho’s “Hora da Saudade” Special Blog Mix

8月29日

A Música (por Alfredo Maia, 1985)

        A música é a arte de coordenar fenômenos acústicos para produzir efeitos estéticos. Como todas as artes, a música é condomínio da humanidade. Parece, porém, que as diferenças entre as Artes Musicais das civilizações são mais profundas do que acontece no terreno das Artes Plásticas e da Literatura.

        Estudo e empatia abrem ao homem ocidental o caminho para a compreensão da literatura chinesa ou da pintura japonesa. Mas a música da China ou da Índia, embora interessantíssimas como objeto de estudo, não chegam a proporcionar-nos prazer estético. Essa incompreensão parece recíproca, pois com exceção de algumas penetrações da música ocidental no Japão, o Oriente Próximo, Médio e Extremo não aceitaram nossa arte musical.

        Não é, portanto, possível estudar a música dessas outras civilizações, enquadrando-a na história da música ocidental, isto é, da Europa germânica, românica e eslava e das Américas.

        Outra limitação observa-se no tempo. As literaturas e as Artes Plásticas do Ocidente moderno foram profundamente influenciadas pela herança da Antigüidade greco-romana e, na parte religiosa, pela herança do Judaísmo. Não acontece o mesmo com a Música, pelo fato de que a música grega e a música litúrgica do Templo de Jerusalém se perderam quase totalmente, subsistindo apenas poucos fragmentos, que não sabemos, aliás, ler com a desejável segurança.

        O fato, porém, de que a música antiga ignorava a polifonia, que é básica na música moderna, já revela diferença profunda. Por outro lado, a teoria musical grega, que está conservada em vários escritos, também revela diferença total quanto à harmonia, de tal modo que as tentativas de aplicar a teoria grega à música moderna só têm produzido equívocas.

        Como já podemos perceber, o estudo da música que, para o leigo, parece ser algo banal, é, na verdade, um emaranhado de encadeamentos muito complexo que exige do aluno um alto grau de paciência e dedicação.