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8月29日 O Voto é um Direito de Todo Cidadão (por Alfredo Maia, 1985)Desde os tempos mais remotos, na antiga Grécia, os homens já sabiam da necessidade de liderança. Um povo, para coexistir harmoniosamente, tem que ser conduzido por uma pessoa competente e inteiramente a par dos interesses desse povo. Numa comunidade, a eleição de um líder pode ser de modo direto ou indireto, dependendo das leis vigentes nessa comunidade. O voto, então, torna-se um direito de cada integrante dessa comunidade, pois todos têm o direito de preferir um a outro líder. Uma vez escolhido esse líder, ele deverá conduzir a comunidade, zelando pelos interesses dela. Caso isso não aconteça, a comunidade tem também o direito de demitir o líder do cargo de liderança e convocar novas eleições. Em algumas localidades, a eleição de um líder pelo povo torna-se uma utopia. Há alguns anos o Brasil era um país onde o autoritarismo militar comandava os destinos da Nação. O povo era impossibilitado de votar em seus líderes e opinar sobre as diretrizes da nação. Hoje,
com a Nova República, a situação inverteu-se. Reconhecido o direito do povo ao
voto, o povo, agora, pode eleger não apenas os seus governadores. Num futuro próximo, talvez seja reconhecido o direito de o cidadão votar para Presidente da República. Explosão Demográfica e Controle da Natalidade (por Alfredo Maia, 1985)Um dos melhores exemplos de explosão demográfica é o que ocorreu com o Japão, um país que, logo após a segunda Grande Guerra, teve os seus índices de natalidade elevados a números realmente alarmantes. O Japão, por ser um país de relativamente pouca área por habitante, não era capaz de suportar a sua crescente população. O crescimento desordenado da população acrescido de um baixo crescimento de recursos alimentares, levou o governo japonês a procurar um meio de conter a explosão demográfica, que se alastrava pelo país. O controle da natalidade foi o melhor recurso que o governo japonês pôde encontrar. Com o auxílio monetário dos Estados Unidos da América, o Japão criou entidades governamentais exclusivamente voltadas para o controle da natalidade, tais como instituições de planejamento familiar e auxílio monetário às famílias que não tivessem mais que dois filhos, pagando-lhes, inclusive, colégio e assistência médica até que alcançassem a idade adequada para o trabalho. Incentivou-se, também, o uso de anticoncepcionais e legalizou-se o aborto, contribuindo, assim, para um controle ainda mais radical no que concerne a controle de natalidade. O Japão de hoje é um país rico e próspero, graças ao rigoroso controle exercido sobre a natalidade japonesa. Primeiro Satélite Doméstico Brasileiro. Importância e Conseqüências de Sua Colocação em Órbita em Março de 1985 (por Alfredo Maia, 1985) A
comunicação à distância desempenha um importante papel no processo de
desenvolvimento tecnológico de um povo. A necessidade de uma rápida e eficiente
via de comunicação à distância tornou-se alvo prioritário de grandes empresas
de comunicação. A solução adotada já há alguns anos pelos brasileiros, foi a utilização de satélites estacionários americanos. Entretanto, tal utilização só é possível mediante um pagamento de taxas de aluguel muito altas, as quais obviamente, são pagas em dólares. Tais dólares, por sua vez, não retornam aos cofres do Brasil, o que acarreta num sensível incremento da nossa dívida externa. Tendo em vista o aprimoramento dos meios de comunicação, o aumento da necessidade de novas linhas de comunicação e, até mesmo, questões econômico-financeiras, decidiu-se que a colocação em órbita em março de 1985 de um satélite doméstico Brasileiro, seria a melhor saída para os problemas atravessados atualmente por empresas do setor das telecomunicações pois, apesar de um satélite ser um aparelho delicado e de custo bastante considerável, os gastos com as suas fabricação e colocação em órbita serão muito menores se comparados à manutenção do pagamento de altas taxas de aluguel por um período quase que ilimitado. A Industrialização Brasileira (por Alfredo Maia, 1985) Mesmo com o grande número de indústrias, o Brasil ainda está
longe de ser considerado um país industrializado. Justifica-se a Exploração Espacial ? (por Alfredo Maia, 1985)Com o passar dos anos, o homem descobriu o fogo, inventou a roda e descobriu que era possível, utilizando elementos da natureza, melhorar o seu padrão de vida. Todos esses eventos só foram possíveis dada a aguçada curiosidade humana. Com o melhoramento do padrão de vida humano, seguiu-se o aumento da natalidade humana. A exploração do solo e do subsolo tornou-se uma necessidade da comunidade humana e, como conseqüência, a escassez de recursos naturais além de, naturalmente, recursos alimentares. Não tardou para que o homem voltasse suas preocupações para o futuro da civilização humana. Como poderia o homem sobreviver num futuro próximo sem recursos naturais e alimentares? Surgiram então as guerras, frutos dos conflitos humanos para assegurar a posse dos já poucos pedaços da cansada terra que lhe sobrava. Entretanto, com a guerra, o homem aperfeiçoou-se tecnologicamente e desenvolveu aparelhos capazes de levá-lo a outros planetas. Desenvolveu, também, aparelhos controlados à distância capazes de analisar a probabilidade da existência ou a viabilidade da vida extraterrena. É verdade que todos esses trabalhos de desenvolvimento tecnológico não custam barato para o povo, já sacrificado pelos constantes aumentos do custo de vida. Mas os frutos da exploração espacial não deverão ser colhidos agora. Serão colhidos num futuro que, para boa parte dos homens, está muito mais próximo do que possamos imaginar.Voto: A Liberdade de Optar (por Alfredo Maia, 1984) O homem é um ser social, isto é, vive em grupos, em geral, sob o comando de um líder. Este lider tem a função principal de orientar e conduzir o grupo para que os objetivos comuns do grupo sejam atingidos. Existem dois tipos básicos de liderança: a ditadura, geralmente imposta pelo líder do grupo e a liderança democrática, onde o grupo, além de eleger, por votação, o seu líder, participa das decisões gerais do próprio grupo. A ditadura, como o próprio nome sugere, é caracterizada pelo total poder do líder sobre o grupo e a escolha desse líder não é feita pelo grupo, mas conquistada pelo líder com ou sem a aclamação do grupo. A democracia, no entanto, tem por principal característica a eleição do líder pelo grupo através do voto. Nela, o grupo representa o elemento fundamental. O voto pode ser do tipo indireto, quando feito por representantes escolhidos pelo grupo, ou do tipo direto, quando cada integrante do grupo participa na votação, podendo votar livremente em cada candidato ao cargo da liderança. O sistema democrático permite maior amplitude do leque de opções, ou seja, quanto maior o número de candidatos à liderança, maior o número de opções por parte do eleitor. O Brasil, com o advento da "Nova República", começa a recuperar as características de um país democrático, onde o voto é livre, e já caminha para o sistema das eleições diretas para Presidência da República, o que pode ser o maior passo já dado pelo Brasil, desde os primórdios da já extinta Ditadura Militar, para a total recuperação da condição de país democrático. |
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