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日志


6月15日

Jardim de Infância - por Julinho Mazzei (Jun/2007)

Tudo o que preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no Jardim de Infância. A sabedoria não se encontra num curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo o dia. Estas são as coisas que aprendi lá:

Compartilhe tudo, jogue dentro das regras, não bata nos outros, coloque as coisas de volta onde pegou, arrume a sua bagunça, não pegue as coisas dos outros, peça desculpas quando machucar alguém, lave as mãos antes de comer, dê descarga após usar o vaso sanitário, biscoitos quentinhos e leite frio fazem bem para você, respeite o outro, leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense, desenhe, pinte, cante, dance, brinque e trabalhe um pouco todos os dias; tire uma soneca às tardes, quando sair, cuidado com os carros; dê a mão e fique junto, repare nas maravilhas da vida, lembre-se da sementinha no copinho plástico: as raízes descem, a planta sobe e ninguém sabe realmente como ou porque, mas todos somos assim.

O peixinho dourado, o hamster, os camundongos brancos e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem. Nós também.

Tudo o que você precisa saber está lá, em algum lugar. A Regra de Ouro é o amor e a higiene básica. Ecologia, política, igualdade, respeito e vida sadia.

Pegue qualquer um desses itens, coloque-o em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo ou ao seu mundo e verá como ele é verdadeiro, claro e firme.

Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitinhos quentes com leite todos os dias, por volta das três da tarde pudéssemos nos deitar, com um cobertorzinho, para uma deliciosa soneca. Ou se todos os governos tivessem, como regra básica, devolver todas as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair?

E é sempre verdade, não importando a idade: ao sair para o mundo, é sempre melhor dar as mãos e ficar junto.

8月29日

O Planejamento Familiar Chinês (por Alfredo Maia, 1983)

        Há pessoas que acreditam que uma nação, para ser grande, precisa ser constituída por um número bastante elevado de pessoas.
        Realmente, um bom exemplo para esse pensamento é o dos Estados Unidos da América, uma grande e próspera nação, com uma população considerável e um alto nível de avanço tecnológico.
        Entretanto, o Japão, cuja população não chega a um quarto da americana, desponta como uma das maiores nações mundiais pois, em matéria de tecnologia, o Japão torna-se insuperável quando comparado com os outros países do globo.
        Há, também, caso em que uma população muito elevada empobrece e prejudica o crescimento de uma nação. É o caso da China. Para esta nação, a única alternativa para a recuperação da sua economia e tecnologia foi a introdução de um grande e abrangente planejamento familiar.
        A importância dada pelos chineses ao planejamento familiar é tão grande que foi necessária a implantação de leis que regulamentassem a vida e o planejamento de milhares de famílias chinesas.
        Na China, além da legalização do aborto e da venda de anticoncepcionais, a vesectomia, cirurgia pela qual o homem se submete para a sua esterilização, tornou-se uma ação generosamente recompensada pelo governo.
        O limite para apenas um filho por casal e o pagamento de taxas mais altas para os casais com mais de um filho também é lei para esta nação.
        A China, agora, começa a perceber uma claridade no fim do túnel do seu percurso histórico, graças ao rigoroso projeto familiar que ela adotou.